Navegável desde tempos longínquos até aos locais mais remotos, o rio Sado, de águas tranquilas e calmas foi, durante muitos anos, a grande via de penetração no Alentejo, tendo atraído diversas civilizações da antiguidade, nomeadamente fenícios, romanos e árabes.

Através dele circulavam mercadorias e pessoas que, com recurso a embarcações à vela, ligavam os pontos mais inacessíveis do interior Alentejano aos centros urbanos mais desenvolvidos, nomeadamente Alcácer do Sal e Setúbal.

O desenvolvimento dos transportes terrestres, na 1ª metade do século passado, tirou-lhe o interesse económico como via de comunicação, ganhando actualmente uma nova dimensão no contexto das actividades marítimo-turísticas, através das quais é possível conhecê-lo, mesmo nos seus recantos mais inacessíveis.